
A literatura brasileira pode e deve ser considerada uma das mais ricas culturalmente em todo o mundo. Nomes como Carlos Drummond de Andrade, Machado de Assis, Vinicius de Moraes, Cecília Meireles, entre outros, não me deixam mentir. Sem contar os consagrados Paulo Coelho que, apesar das críticas é um autor de grande sucesso e Luis Fernando Veríssimo, cronista muito bem conceituado.
Mas, se temos escritores tão qualificados assim, por qual razão a maior parte da população brasileira não lê, ou procura dar preferência às obras literárias de autores estrangeiros? É incrível o fato de que todo e qualquer problema brasileira sempre esteja relacionado a questões governamentais. Nesse caso também não é diferente, acontece que os governantes deveriam traças estratégias em parceria com as escolas, visando o desenvolvimento de projetos de leitura que sejam lúdicos e, obviamente agradáveis.
Não podemos esquecer o papel fundamental da família nessa questão. Como disse uma grande escritora, cujo nome infelizmente não me recordo, “se excluirmos a família do processo de formação de leitores, será criado um circulo vicioso”. De que adianta querer cobrar algo do governo se o exemplo não vier de nossas próprias casas? O hábito de leitura deve ser adotado desde muito cedo, para que a criança tome gosto e se apaixone por este novo “mundo”, o que com toda certeza a tornará um adulto melhor e mais qualificado, tanto socialmente, quanto no mercado de trabalho.
Uma pesquisa realizada pelo “Jornal do Brasil” apontou que 55% dos brasileiros não têm hábito frequente de leitura, colocando o livro como quarta opção para o lazer. Analisemos o seguinte trecho da matéria: “o problema econômico sem dúvida é um agravante, mas não parece ser um fator que determine a pouca intimidade de nosso povo com as letras. Mesmo na camada com renda acima de dez salários mínimos, 32% dos entrevistados revelaram que não costumam ler. Na pesquisa, apenas 10% afirmou frequentar as bibliotecas com regularidade”. Isso é uma vergonha! As pessoas gastam seu dinheiro com coisas supérfluas e não se preocupam de forma alguma em adquirir cultura.
Pode até ser que o preço “elevado” de alguns livros torne suas vendas mais difíceis, mas não se esqueçam de que já temos a venda os “livros de bolso”, que são bem mais baratos e não menos culturais do que os livros tradicionais. O desinteresse absoluto é um caso à parte...
É de fundamental importância a priorização na formação de leitores, principalmente entre jovens estudantes que são apresentados ao mundo da leitura de maneira inadequada, consequentemente acabam perdendo interesse em ler, entretanto, para isso é necessário que se invista na construção de novas livrarias, já que, segundo o “Jornal Nacional” o país possui somente 700 delas, quando a quantidade ideal deveria ser algo em torno de 10 mil.
Em virtude do que foi mencionado, só nos resta esperar que os brasileiros tomem consciência de que o ato de ler bons livros representa avanços culturais, lógicos, sociais e até mesmo psicológicos nas nossas vidas. O mercado editorial brasileiro é sim muito promissor, uma pena não termos ainda consumidores em quantidades tão significativas, mas está melhorando, sorte a nossa, que vivemos a intensa esperança de quem sabe um dia viver num país onde houvesse de fato democratização da leitura.
“O pior analfabeto é aquele que sabe ler, mas não lê” – Mário Quintana









Critique Conosco
Criticado Por Regina Costa
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É uma pena que o brasileiro não pratique esse hábito. A prática da leitura tem que começar dentro de casa. Nos importamos mais com o BBB. A preguiça nos consome, queremos as coisas mastigadas na frente da TV. O subdesenvolvimento vai sempre permanecer aqui, como país emergente com analfabetos no poder, com pobreza, miséria... A verdade é que lá fora somos vistos como o páís do samba, das mulheres bonitas... E a educação? Isso só poderá mudar no momento que existirem escolas de qualidade proporcionando leitura à todas as classes sociais!
Criticado Por Victor Emidio
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@Regina
Achei seu comentário excelente! Bastante lógico por sinal, vivemos num país tão lamentável que ainda somos obrigados a ouvir que o ano do brasileiro só começa após o carnaval. Acha que uma pessoa que diz uma frase como essa vai adquirir algum interesse em ler um bom livro? Óbvio que não...
Muito bom mesmo seu comentário, adorei!
Criticado Por Gustavo
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Muito interessante, ainda bem que meu pai sempre me cobrou des de cedo a leitura.(tenho 17 anos e comecei a ler com 2 :D)