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Procuram-se novos poetas!
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A arte de ler poesias tem acompanhado o ser humano durante boa parte do seu processo de evolução intelectual.
É bem verdade que nos dias de hoje são poucos os que têm o mínimo de interesse por esse meio cultural. Faço referências, neste caso, aos que se dizem leitores no Brasil.
Que o Brasileiro não lê, como dito em textos anteriores, todos sabemos, mas por qual razão os poucos leitores que restam no país perderem o interesse por uma das mais belas formas de expressões artísticas já criadas pela humanidade? Cada um encontra e defende sua tese para tal fato, quando na verdade a explicação se deve a uma simples e importante circunstância: a falta de bons poetas que possam trazer novamente aquela velha, porém magnífica interação com seus leitores.
Um momento! Carlos Drummond de Andrade, Adélia Prado, Ferreira Gullar foram e ainda são ótimas poetas, então, como se explica o motivo de até mesmos esses renomados autores, entre tantos outros que se destacam, terem perdido, digamos, popularidade com o passar dos anos? É pelo simples fato de não existir mais aquela, já citada identificação do público alvo com tais consagradas obras.
Uma “reciclagem” deve começar a ser feita imediatamente, pois está sendo criado um hábito terrível, principalmente por parte dos jovens, de se ler poesias clássicas apenas com o intuito de passar no vestibular, sem ao menos demonstrar interesse em saber um pouco mais sobre a obra, seu autor e por conseqüência, a razão pela qual ela foi escrita, ou seja, há um grande desperdício em questão!
Está cada vez mais difícil sobreviver neste mercado editorial brasileiro, que na opinião de alguns é promissor. Em parte, a afirmação anterior não é falsa, mas não há quem negue que está cada vez mais raro encontrarmos novos profissionais buscando carreira neste ramo.
As escolas de certa forma têm culpa por não termos mais quem que se interesse por poesia, afinal, é muito pouco provável que uma pessoa que passou toda sua infância sem incentivo algum à leitura vá se tornar um adulto com hábitos veementes de leitura.
Se existe uma frase que consegue me provocar indignação é a seguinte: “Os livros de poesia são caros, por isso os brasileiros não tem condições de comprar”. Essa desculpa, por mais que pareça satisfatória para alguns não me engana há algum tempo, pois, como também já foi dito em um texto anterior, uma pesquisa realizada pelo jornal do Brasil apontou que até nas famílias com renda superior, ou equivalente a 10 salários mínimos, o livro é colocado como quarta opção de “lazer”.
Novos projetos- se é que exista algum- de formação para novos escritores devem começar a ser feitos o mais rápido possível, onde fosse ensinado o desenvolvimento de uma nova forma de escrita da poesia, que venha retrate uma visão do mundo moderno. Agora, se por acaso tal iniciativa não der certo, só nos restarão recordações, já que tudo indica que essa arte anda se encaminhando rumo à extinção no território brasileiro.










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